Dia 1 – Após grande esforço, consegui convencer o Bulmir à me ceder uma pena, um pouco de tinta e papel para descrever meus dias neste lugar maldito. À muito parei de contar os dias desde que cheguei aqui, porém calculo que já se passaram mais de quinze anos. Pergunto à mim mesmo, "Por que devo escrever sobre minha vida se tenho certeza de que nunca sairei desta prisão, e provavelmente ninguém terá acesso à minhas memórias?" . Uma voz em minha mente continua me instigando à acreditar que talvez, apenas talvez, meus últimos dias podem estar próximos e eu irei enfrenta-los longe daqui. A rotina na cela é simples, uma pasta com gosto estranho é jogada em um prato por baixo da porta para servir de almoço, a tarde me acorrentam para levar os baldes com a sujeira e a noite a mesma nojeira é servida como janta. Como eu disse, é uma rotina. Uma vez por semana dois guardas descem, acorrentam meus pés, minhas mãos, e o pior de tudo, colocam uma coleira de perro em meu pescoço pr...